Alexandre Simonini

A violência no trânsito é a epidemia da vida moderna. Uma vida integrada por todos nós e impactada diretamente pela proporção da responsabilidade que temos para com ela. No estado do Rio há 7 milhões de veículos, interagindo não somente com os 7 milhões de condutores, mas com os mais de 17 milhões de habitantes. É esta a extensão da nossa responsabilidade: toda a população fluminense, que pode ser nós mesmos quando estamos no personagem do pedestre, ou filhos, maridos, mães ou tios, quando estão dentro de carros, ônibus ou qualquer outro veículo. 

Nessa gigantesca confluência de personagens, há ainda os ciclistas e motociclistas. Um emaranhado de pessoas que, tanto quanto o motorista, precisa tomar as rédeas da responsabilidade individual e cidadã. Olhar com atenção para a sua ação impacta a si próprio e a todos esses terceiros a que nos referimos. E como mudar a realidade que se apresenta e que nos escancara as seis mortes por dia no trânsito ocorridas em 2018? 

O bom exemplo precisa começar em casa. Afinal, a tendência natural é a criança copiar os pais. Crescer em um ambiente onde é comum cometer infrações implica, quase que obrigatoriamente, que elas achem normal repetir tal comportamento quando chegarem à fase adulta.

A direção defensiva é um dos principais caminhos para mudar essa realidade, diminuir os desastres ou pelo menos minimizar as consequências. O poder de decisão está em nossas mãos. É preciso avaliar o risco, analisar as possibilidades e agir com respeito e cidadania, pensando na própria segurança e também na do outro.

As estatísticas mostram que os principais fatores de risco no trânsito são o excesso de velocidade, o consumo de bebidas alcoólicas, a falta do capacete, o transporte de crianças fora da cadeirinha, deixar de usar o cinto de segurança e o uso do aparelho celular ao volante, que vem aumentando consideravelmente nos últimos anos.

Como evitar os fatores de risco no trânsito? Trânsito é coisa séria. O foco tem que estar na direção, no retrovisor, em velocidade prudente e à distância do veículo da frente.  Assim, evitaremos infrações e, principalmente, acidentes. Como o motorista, o veículo deve estar em perfeitas condições com a manutenção atualizada. Somente isso pode poupar a vida de quem mais você ama.  Como você está exercendo o seu papel no trânsito?

Pedro Pepe, coordenador de Estudos Estatísticos e Acidentes do Detran.RJ